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domingo, 29 de julho de 2012

COMPRAS COLETIVAS NÃO SOBREVIVERAM PORQUE?

domingo, 29 de julho de 2012 - by LINHA DIRETA 0

O vice-presidente do Groupon para a América Latina, Patrick Schmidt, afirma que empresas saíram do setor porque subestimaram a sua complexidade, mas que vendas tendem a crescer

Júlia Pitthan
   Divulgação
Em 2010, quando o Groupon desembarcou no Brasil, o país vivia o começo da onda dos sites de compras coletivas. Segundo dados do InfoSaveMe, ao final daquele ano, existiam cerca de 45 empresas ativas. O modelo de negócios virou moda, e o número de players saltou para 1.050 ao final de 2011. 

Mas a febre passou e, aos poucos, negócios menores começaram a sair do ar. Hoje,  são cerca de 800 sites de compras coletivas em atividade – uma redução de quase 25%, segundo o InfoSaveMe. 

Para Patrick Schmidt, vice-presidente do Groupon para a América Latina, apesar de o furor ter passado, o segmento não dá sinais de enfraquecimento na região. A saída das empresas menores do mercado apenas indica que o negócio é complexo e demanda investimento para se tornar rentável. 

“Por alguns momentos, você pensa que esse é um negócio fácil de fazer. Você vai até uma loja, faz um acordo, cria um website e vende”, diz Schmidt. A realidade muda, no entanto, quando a máquina começa a funcionar. “Quando você entra no negócio, você percebe que achar uma boa oferta é algo difícil de fazer. Você precisa contratar muitas pessoas e ter excelência operacional. Muitas empresas saíram do negócio porque subestimaram a complexidade ou o custo e provavelmente superestimaram o lucro que podiam ter.” O próprio Groupon ainda não saiu do vermelho - e reportou prejuízo em 2011.

Mas a ideia de que a empresa poderia ser comprado pelo Google por US$ 6 bilhões motivou os aventureiros a tentar a sorte no setor de compras coletivas. “Muita gente pensou: ‘Eu posso fazer isso também’.”

Segundo dados do InfoSaveMe, o setor tem hoje quase 9,7 milhões de usuários e fatura cerca de R$ 30 milhões por semana no Brasil – um número que segue crescendo. Para Schmidt, que chegou ao Brasil há pouco mais de três meses vindo de uma experiência no 
Groupon da Austrália, ainda há o que crescer no país. “Muitas companhias e consumidores podem ter ouvido falar, mas nunca testaram o modelo. Por isso acho que estamos apenas na superfície do mercado”, diz.

Foco na qualidade 

Depois do boom de vendas online, choveram reclamações de clientes insatisfeitos com a qualidade dos sites de compra coletiva. Em novembro do ano passado, o Procon-SP autuou o Groupon e outros concorrentes com base em queixas de consumidores lesados. Em resposta, a empresa decidiu investir na qualidade dos serviços. Sob a gestão de Schmidt, uma equipe de 50 pessoas foi montada para checar informações de contratos e a reputação dos anunciantes. 

“Eles olham para a qualidade não uma vez, mas três vezes. Quando o contrato chega depois de passar por um dos nossos executivos de vendas e pelo gerente, passa por um check-list de conferência específico”, diz Schmidt. A checagem feita pela equipe do Groupon equivale, em alguns casos, a ligar para o restaurante ou salão de beleza se fazendo passar por cliente para confirmar preços e condições do lugar.

Futuro no mobile 

Com uma base de 20 milhões de clientes cadastrados no Brasil e vendas diárias que oscilam entre 15 e 20 mil negócios, o Groupon ainda vê espaço para crescimento orgânico na região. Segundo Schmidt, não há planos de aquisições ou expansão para novas cidades no país – hoje são 50 no Brasil. Na América Latina, a empresa está presente em mais oito países: Chile, Argentina, Uruguai, Colombia, Peru, Panamá, Mexico e Porto Rico. 

“O Brasil ocupa 12h das minhas 16h por dia”, diz o vice-presidente, que não revela a participação da região nas vendas globais do Groupon. Para o futuro, Schmidt aposta nas plataformas móveis – como smartphones e tablets – para impulsionar as vendas. “O mobile é definitivamente um caminho. É o futuro para nós. Se conseguirmos trazer para o Brasil a realidade asiática, em que as pessoas usam muito os smartphones e a penetração em alguns mercados é de cerca de 60%, além de termos um aplicativo e um produto por trás deste aplicativo, será como uma tempestade perfeita”, define. 

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